Voltar ao topo

A capitalização como ferramenta de educação financeira para a formação de reservas

Palestra realizada durante a 6ª Semana ENEF contou com especialistas do setor para abordar o tema da capitalização

27 de Maio de 2019 - Educação em Seguros

 

“Tradicionalmente, o brasileiro não tem o hábito de poupar e os títulos de capitalização são uma excelente ferramenta de educação financeira para a formação de reserva financeira”, afirmou o gerente de Negócios Varejo da Brasilcap, Rafael Jordão Fonseca, durante a palestra realizada em 24 de maio, no auditório da CNseg, no Rio, como parte das ações da CNseg na 6ª Semana Nacional de Educação Financeira.

Segundo Rafael, o produto ajuda a desenvolver o hábito de guardar dinheiro mês a mês, sendo os sorteios  um incentivo para isso. Já como desincentivo para o resgate do dinheiro antes do período do contrato, o fato de, nesse caso, ele não receber 100% do aplicado.

Rafael também afirmou, baseado em sua experiência, que é muito mais fácil manter esse compromisso de constituição de reserva financeira quando se tem um objetivo específico para utilizar o dinheiro acumulado. Pode ser um casamento, uma formatura, um carro novo, ou até mesmo a ida com os amigos do time de pelada para a Copa da Rússia. Este, inclusive, foi um caso real narrado pelo gerente da Brasilcap ocorrido no interior do Espírito Santo. Cada um dos amigos contratou um título de capitalização e foram todos juntos para a Copa.

Quem também deu seu depoimento foi o superintendente da Bradesco Capitalização, Douglas Duran Bejo, que muito antes de vir a trabalhar em uma instituição financeira, já adquiria títulos de capitalização.

Segundo Douglas, muitas pessoas não conseguem poupar porque não têm noção, nem de quanto ganham, nem de quanto gastam mensalmente e a melhor maneira de adquirir esse conhecimento é anotando todos os gastos em uma planilha para identificar com mais facilidade quanto do orçamento está sendo empregado em coisas importantes e quanto está sendo gasto em coisas sem tanta importância mas que, no fim do mês, podem comprometer seriamente o orçamento. Além disso, acredita ele, o ser humano tem aversão ao sofrimento e a escassez faz sofrer, razão pela qual as pessoas, muitas vezes, compram as coisas em quantidades superiores à necessidade. “A pessoa mora com esposa e dois filhos, vai na padaria pensando em comprar um pão para cada um e acaba comprando seis. Vocês sabiam que 30% de todo o alimento produzido no mundo vai parar no lixo?”, questiona ele.

O superintendente da Bradesco aconselhou que, diante do desejo de comprar algo, a pessoa se faça três perguntas: Eu quero? Eu posso? Eu preciso?

O tema da capitalização também suscita muitas dúvidas e o diretor Executivo da FenaCap, Carlos Alberto dos Santos Corrêa estava lá para esclarecer algumas da plateia. “A pessoa precisa ter conta em banco para adquirir um título de capitalização?”, perguntou um. “Não. Ele pode ser adquirido até em casas lotéricas”, respondeu. “As pessoas são realmente sorteadas?”, perguntou outro. “Em 2018, os títulos de capitalização pagaram mais de R$ 1 bilhão em prêmios”, respondeu. “Há muitas reclamações sobre capitalização nos órgãos de defesa dos consumidores?”, perguntou um terceiro. “No Brasil, são 17 milhões de clientes de capitalização e as reclamações representam um número ínfimo desse total”, disse ele. “E, mesmo assim, a maioria das reclamações referem-se a vendas mal feitas, com o consumidor não tendo sido informado que, em caso de resgate antecipado, não teria de volta todo o valor aplicado”.

A palestra sobre Títulos de Capitalização foi a quinta e última realizada pela CNseg, com apoio das federações associadas, como uma das ações da Confederação das Seguradoras na 6ª Semana Nacional de Educação Financeira. A cobertura completa das ações, bem como as lives diárias transmitidas pelo Facebook no período, estão disponíveis no Portal da CNseg.

 

 

 

CONTEÚDOS RELACIONADOS