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Sobre esperança e aprendizados

Confira o artigo do Diretor-executivo da FenaCap, Carlos Alberto Corrêa

11 de Janeiro de 2021 - Artigos

A chegada de um novo ano sempre traz a esperança de tempos melhores. É com esse sentimento que o mercado de capitalização se prepara para enfrentar um cenário ainda desafiador, mas tendo como suporte os aprendizados de 2020. Vale lembrar que o Brasil, no início de 2019, vinha de uma enorme crise econômica, com impacto no PIB, na renda das famílias e nos índices de desemprego e de confiança do consumidor.  Em meio a tudo isso, fomos atropelados pela pandemia, que se alastrou pelo planeta, afetou a forma com que nos relacionamos e afetou toda a economia. Para o segmento de capitalização, a crise interrompeu uma trajetória de crescimento. Sofremos esses efeitos sob dois prismas: de um lado, a crise afetou a oferta, já que o distanciamento s ocial comprometeu nossa capacidade de distribuição de produtos, predominantemente física; de outro, provocou a queda na renda e no consumo. Mas a capitalização demonstrou resiliência e, de maneira ágil e flexível, após um ponto de inflexão, no mês de abril, houve uma retomada gradual da atividade. Esse comportamento não foi exclusivo do segmento de Capitalização, mas, nesse momento crítico, as soluções ofertadas pelo mercado ganharam ainda mais relevância, ao proporcionar segurança e proteção financeira. Quem precisou lançar mão de recursos, recorreu ao resgate parcial ou total de suas reservas. Quem buscou se proteger, encontrou na Capitalização uma alternativa para guardar dinheiro e ainda concorrer a prêmios. Até novembro, o mercado distribuiu mais de R$ 1 bilhão em sorteios.  

Ainda estamos vivendo um momento de pandemia e as pessoas estão mais sensibilizadas e procurando uma forma segura de auxiliar a quem precisa. Nesse sentido, o título de capitalização da modalidade Filantropia Premiável, que permite ao consumidor se engajar em causas sociais ao ceder o direito de resgate de sua reserva para entidades beneficentes, vem ganhando destaque.

Outro produto que se encaixa nessa nova realidade, com diversas pessoas atuando de forma autônoma e precisando apresentar garantias de serviços, é o Instrumento de Garantia, que pode ser utilizado para substituir o fiador nas transações de aluguel de imóveis ou servir como garantia para contratos de qualquer natureza, como empréstimos e serviços. Essas duas modalidades, reformuladas pelo Marco Regulatório, estão sendo comercializadas desde abril de 2019 e vêm apresentando um desempenho crescente. Juntas, já respondem por quase 20% do faturamento global do setor, que dispõe de seis modalidades em comercialização.

Por tudo isso, nossa estimativa é crescer em torno de 1,5% em 2020. Para 2021, há muita esperança com o início da vacinação, o que nos traz a perspectiva de continuar nessa trajetória de crescimento sustentável, reforçando a importância socioeconômica do título de capitalização.

Carlos Alberto Corrêa, Diretor-executivo da FenaCap

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